♥ Seguidores♥

Mostrando postagens com marcador #drama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #drama. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de julho de 2018

UM PANORAMA VISTO DA PONTE.

UM PANORAMA VISTO DA PONTE.
Estreia dia 03 de Agosto
Sexta (27/07), aconteceu a Coletiva da peça Um Panorama Visto da Ponte, de Arthur Miller, direção de Zé Henrique de Paula,  com Rodrigo Lombardi, Sérgio Mamberti e grande elenco. 
Um Panorama Visto da Ponte aborda a sociedade moderna ao mesmo tempo em que oferece uma visão crítica do modo de vida desta sociedade. Ao tema da imigração, da solidariedade social, da fidelidade a um código de honra, se entrelaça o da intolerância.
A ação se passa em Nova Iorque e, narrada pelo advogado Alfiere, a peça conta a história de um casal de imigrantes italianos – Eddie Carbone, um trabalhador das docas do Brooklyn, e a dona de casa Beatrice. Os dois criam a sobrinha órfã de Beatrice, a jovem Catherine. O conflito se estabelece quando a família recebe dois primos italianos de Beatrice, Marco e Rodolfo, que estão imigrando ilegalmente para os Estados Unidos. A partir deste encontro o “sonho americano” fica ameaçado e todas as emoções antes camufladas começam a eclodir. Eddie então tomará uma atitude que marcará a sua vida e de todos que o rodeiam.
Em cena duas gerações de atores consagrados, Rodrigo Lombardi e Sérgio Mamberti, em um grande texto do teatro. Unido ao carisma de consagrados atores um texto de excelência com a sofisticação e profundidade, defendidas por Arthur Miller, de um teatro acessível ao grande público, que disperta emoções comuns a todos. Independentemente de condição social ou intelectual, suas peças tocam profundamente quem as assiste. “Clássico é o texto que resiste ao tempo, que permanece atual e capaz de nos fazer refletir e perceber que, bem ou mal, somos falhos, somos frágeis e somos humanos”, comenta Rodrigo Lombardi. Sergio Mamberti relembra, “acompanhei a montagem e assisti à peça no TBC. Foi um acontecimento, um marco no teatro, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Sempre tive convicção de que precisávamos remontá-la”.
O teatro de Miller transmite ao seu espectador a convicção de que há uma verdade a ser investigada e descoberta e de que isto só é possível mediante o mergulho analítico nas experiências históricas e coletivas do passado. “Os clássicos são obras perenes não por acaso. Em geral, seus temas reverberam por muito tempo no seio da sociedade, independente de época e lugar. As peças de Arthur Miller são dessa lavra – falam das nossas paixões primais, da atualíssima ideia de delação, das delicadas questões de imigração, de identidade nacional e, acima de tudo, da pulsão de amor e morte que já foi o motor do teatro em inúmeras épocas da História. Dirigir Um Panorama Visto da Ponte é um privilégio para qualquer diretor. Minha abordagem é estripar a peça de sua casca naturalista e ir ao âmago da tragédia, transformando o palco numa arena para as ideias tão brilhantemente urdidas por Miller, colocando a palavra em primeiro plano e dando forma a uma história que se passa nas docas de Nova York em meados do século XX, mas que poderia ser muito bem a história da família de cada um de nós”, afirma Zé Henrique de Paula.
“(…) a vida tem significado e é função do drama desvendá-lo e fazer as pessoas descobrirem que suas preocupações, esperanças e anseios, por mais pessoais que possam ser, também são compartilhados por outras pessoas.” Arthur Miller
Ficha Técnica
Texto: Arthur Miller
Tradução: José Rubens Siqueira
Direção: Zé Henrique de Paula
Assistente de direção: Ines Aranha
Elenco:
Rodrigo Lombardi (Eddie Carbone)
Sergio Mamberti (Alfiere)
Antonio Salvador (Marco)
Bernardo Bibancos (Rodolfo)
Gabriel Mello (Oficial da imigração)
Gabriella Potye (Catherine)
Patricia Pichamone (Beatrice)
William Amaral (Louis)
Cenário: Bruno Anselmo
Figurinos: Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Informações retiradas:Morente Forte
Teatro Raul Cortez – Fecomércio
Temporada até: 25 de novembro.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pi - Panorâmica insana.

Pi - Panorâmica insana.
Textos de Júlia Spadaccini, Jô Bilac e André Sant’anna
com citações de Franz Kafka e Paul Auster*
Direção e Concepção Bia Lessa
Pi - Panorâmica insana é uma peça baseada em pessoas e dados reais que traça um painel irônico do mundo contemporâneo e que mostra "as verdades" sem nenhum tipo de filtro.É uma peça necessária sobre humanos demasiadamente humanos.
A peça propõe uma lente de aumento sobre a sociedade contemporânea. Temas como indivíduo, civilização, sexualidade, política, violência, nação, miséria, riqueza, gênero e desejo são abordados.
O espetáculo é absolutamente contemporâneo e, ao mesmo tempo, atemporal. A dramaturgia do espetáculo foi concebida a partir dos ensaios, e seu resultado é uma escritura cênica e não um texto convencional. O resultado transita entre artes plásticas, teatro e dança.
Informações completas no link: Morente Forte.
Elenco: Cláudia Abreu, Leandra Leal, Luiz Henrique Nogueira e Rodrigo Pandolfo (interpretam 150 personagens de diferentes nacionalidades).
Teatro Novo! Sexta e sábado às 21 hs e domingo às 18.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Eigengrau.

Eigengrau - No Escuro.
Eigengrau No Escuro é uma peça fantástica. Parabéns a todo o elenco por apresentar um espetáculo intenso e que trata de assuntos comportamentais da sociedade moderna sem pudores. Super recomendo.
Eingegrau ➡"A cor vista pelos olhos na completa escuridão". . .
Sinopse: Rosa acredita em tudo, do amor verdadeiro à numerologia. Ela aluga um quarto no pequeno apartamento de Carol, uma engajada ativista que luta contra a opressão da sociedade dominada pelos homens. Marcos aposta no poder do marketing - na vida pessoal e profissional. Ele, por sua vez, divide seu espaçoso imóvel com Tomás Gordo, que está vivendo um luto que parece não ter fim. Em uma cidade grande e massacrante, procurar pela pessoa certa e por um lugar no mundo pode levar esses quatro jovens a caminhos inesperados e, por vezes, sombrios.
Informações retiradas: Teatro Porto Seguro.
Elenco: Andrea dupré, Daniel Tavares, Renata Calmon e Tiago Real.
Teatro Porto Seguro.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Senhora Dos Afogados.

Senhora Dos Afogados.
Texto: Nelson Rodrigues.
Direção: Jorge Farjalla.
“Pudor têm todas as mulheres da família”
Os Drummond, uma família de três séculos, com mulheres que se gabam da fidelidade conjugal, choram a morte por afogamento de Clarinha, uma das filhas de D. Eduarda e Misael, ao mesmo tempo, prostitutas do cais do porto interrompem suas atividades para lamentar a impunidade do assassinato de uma das suas que morrera há dezenove anos. O assassino é Misael Drummond, pai de Dora, Clarinha e Moema: ele matara a ‘mulher da vida’, com quem tivera um caso, pois ela insistia em experimentar o leito conjugal antes da esposa, no dia do seu casamento.
Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se digladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano de forma a fazer com que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-marinheiro.
Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras foram rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entredevoram num inferno de culpas desmedidas.
Informações retiradas: Senhora Dos Afogados.
Ingressos:Tudus.com.br
Elenco: Alexia Dechamps, João vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias, Du Machado.
...Não conseguia me desligar do menino Nelson e do mar de sua infância em Pernambuco, isso foi o ponto de partida para contar essa tragédia brasileira embebida de tantas referências da tragédia grega: amor e morte é o que move o ser humano. Esse mar, dessa infância e daquele menino, me sugeriria levar para Pernambuco, para renascer das profundezas de um mangue pantanoso em plena cidade do Recife, ou dos seus arredores...
...Os personagens nascem no mangue, sujos, como a família Drumond. O sagrado e o profano caminham lado a lado: de um lado a casa da família e do outro o cais do porto...
Jorge Farjalla
Impossível assistir Senhora dos Afogados  e permanecer impassível.  A peça é chocante, intensa e apresenta uma história forte, perturbadora e repleta de temas polêmicos (incesto, traição, paixões doentias, assassinato, loucura,)... todos os elementos do universo Rodriguiano. O espetáculo é impactante do inicio ao fim, vale muito a pena ver pelo texto, pelo elenco, pelo cenário e principalmente pelo  desfecho surpreendente. 
Teatro Porto Seguro.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Entre! A Porta está Aberta.

Entre! A Porta está Aberta.
Estreia no dia 20 de maio, no Teatro Itália, às 18h.
Entre! A Porta está Aberta conta a história das irmãs Guta (Gabriela Rabelo) e Flora (Glória Rabelo), as duas com mais de 65 anos, que moram em cidades diferentes e não se veem com frequência. Um dia, Flora aparece avisando que veio para ficar apenas uma semana na casa da irmã Guta.

A semana se transforma em meses e num resgate cômico e por vezes emocionante, as irmãs trazem à tona revelações e segredos do passado nunca antes revelado, tornando o duelo verbal dinâmico e poético. 


Um espetáculo recheado de lindas imagens e belas histórias sobre amor, cumplicidade e superação na melhor idade.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Glória Rabelo
Direção: Dan Rosseto
Elenco: Emerson Grotti, Gabriela Gama, Gabriela Rabelo, Glória Rabelo e Guilherme Araújo
Direção de Produção: Fabio Camara
Cenário: Kléber Montanheiro
Cenotécnico: Domingos Varella
Figurino: Danielli Guerreiro
Assistente de figurino: Vivian Julio
Direção de arte: Luiza Curvo
Desenho de luz: Wagner Pinto
Operador de luz: Jackson Oliveira
Trilha sonora: Fred Silveira
Operador de som: Beto Boing
Fotos, vídeos e arte gráfica: Erik Almeida
Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
Realização: Applauzo Produções e Lugibi Produções

SERVIÇO:
LOCAL: Teatro Itália, (Av. Ipiranga 344 – República). 276 lugares.
DATA: 20/01 até 17/03 (Sábado 18h). Não terá apresentação no 10 de fevereiro.
INFORMAÇÕES: 3255-1979
VENDAS PELA INTERNET: www.compreingressos.com


Informações retiradas do release para imprensa.

sábado, 13 de janeiro de 2018

"Master Class".

Master Class.
Com Christiane Torloni
De Terrence Mac Nally
‘Master Class’ é uma comédia dramática escrita pelo premiado autor norte americano Terrence MacNally. O autor  baseou o enredo nas lendárias aulas magnas proferidas pela grande soprano Maria Callas no início dos anos 70 na Julliard School of Music de Nova York. 
Na peça, Callas repreende os alunos da mesma maneira enérgica com que os encoraja ao mesmo tempo em que confronta os desapontamentos e dissabores de sua própria vida e de seu relacionamento com o bilionário grego Aristóteles Onassis. 
De forma genial e habilidosa o público ri e se emociona com este que é considerado um dos melhores textos teatrais de todos os tempos e que segue comovendo e divertindo plateias de todo o mundo! Christiane Torloni foi indicada a diversos prêmios entre eles o prémio Shell de melhor atriz. Venceu o prêmio Aplauso Brasil, o Prêmio da Revista Quem e o Prêmio Arte Qualidade Brasil.
ELENCO: Christiane Torloni, Julianne Daud, Paula Capovilla, Frederico Silveira,Thiago Rodrigues. Ator/Tenor Substituto: Jesse Scarpellini Soprano Substituta: Raquel Paulin.

Informações retiradas: Teatro Sergio Cardoso
Teatro Sergio Cardoso.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Praça Paris.

Praça Paris (Paris Square).
Brasil/ Portugal/ Argentina, 2017, 110min. Português.
Direção: Lucia Murat.
Ontem foi a primeira exibição em São Paulo do filme Praça Paris, que faz parte da 41ª Mostra Internacional de Cinema.
“Praça Paris” ganhou no Festival do Rio os prêmios de Melhor Direção, para Lúcia Murat, e Melhor Atriz, para Grace Passô. A coprodução Brasil-Portugal-Argentina é um thriller que mostra o conflito entre uma psicanalista portuguesa, Camila (Joana de Verona), que está no Brasil para estudos de pós-graduação na UERJ, e começa a atender Glória (Grace Passô), num Centro de Terapia da  universidade. Glória é ascensorista na universidade e tem um histórico de violência muito difícil: estuprada pelo pai, tem apenas o irmão, Jonas (Alex Brasil), chefe do tráfico, que  se faz presente e exerce enorme influência sobre sua vida, mesmo estando preso.  O filme mostra uma relação de transferência ao inverso, onde o medo do outro acaba dominando a trama.
Depois da exibição do filme, aconteceu um debate que contou com a presença de Grace Passô e Digão Ribeiro, que formam um dos casais protagonistas do filme.
Abaixo segue um pouco sobre o que Grace e Digão comentaram sobre diversos temas relacionados ao filme Praça Paris.
Grace:   A preparação para o filme normalmente se faz na relação entre roteiro e atores e direção. A gente partiu de leituras exaustivas do roteiro, e é importante dizer que tivemos uma preparadora. O filme trata de  questões extremamente complexas e dentro de um universo simbólico também muito complexo. Simbolicamente o fato da psicanalista ser portuguesa, o fato de quem é analisada ser uma mulher negra (do morro do Rio de Janeiro), o fato da violência permear a retratação do Brasil,  de um olhar do colonizador. 
O filme trata de muitas questões e a gente foi correr atrás, a Lucia, a preparação e a gente sobretudo através da linguagem e da atuação.  A gente foi correr atrás de tentativas de vencer determinados estereótipos ou sobretudo de dar conta desse universo simbólico tão complexo que tem esse filme. E tentando através de um  estudo clássico de roteiro entre atriz, direção e roteiro, entender como vencer os estereótipos.
É impossível não falar sobre essas questões numa sala de ensaio, em um processo de ensaio sem a gente discutir questões que são fundamentais e estruturais da nossa formação, como por exemplo o racismo. 
A Lucia tem um histórico e uma pratica ativa e muito aberta, em relação em conversar sobre a realidade brasileira  e entender quais que são as possibilidades dessa retratação e o que a linguagem cinematográfica abarque isso.
Infelizmente Lucia Murat não compareceu por motivos de saúde.
Grace: Faço teatro a quase 23 anos, sou atriz, dramaturga, diretora, mineira apesar de fazer uma carioca no filme.
Não conheço  a realidade do Morro carioca e o encontro com Digão foi extremamente interessante. Acho que também, por um modo de tentativa de sobrevivência ao próprio racismo brasileiro, a minha família durante a minha criação, tentou a todo custo me deixar longe de determinados lugares (Morros de BH). Isso é um ato extremamente questionável hoje, porque se eu tivesse filho hoje, eu os levaria.
A convivência com Digão foi muito boa porque e também no filme foi extremamente importante para estar no Morro da Providência, conhecer, vê como se articula a produção do filme para estar lá, a relação que se tem com o cinema no Morro, nessa comunidade com uma produção cinematográfica.
Digão: Meu nome é Digão (Diego Ribeiro), tenho 21 anos, ator, formado pela escola de teatro Martins Pena,  escola mais antiga de teatro da América Latina com 108 anos de história. Sou professor de teatro graduado e vim do RJ, da Cidade de Deus. Quando se fala sobre isso, do meu ponto de vista eu acredito que nossa sociedade esta cansada de ver retratada determinados assuntos, que de tanto falar acaba ficando maçante. Eu que vim da comunidade, enxergo hoje que existe uma energia muito forte para que as pessoas da comunidade permaneça na comunidade. Até de dentro da Comunidade as pessoas tem esse pensamento. 
Quando a gente fala da questão da comunidade, a gente tem que entender que por mais que seja maçante, e a gente não encontre solução, é essa a solução. Eu acho que o filme trás essa proposta de mostrar a realidade e descobrir a solução aqui juntos, debatendo, conversando, chegar a conclusão.
Infelizmente enquanto eu morar no Rio de Janeiro, no Brasil e ver todo dia noticia do que não tem nada mais perigoso para mim, do que ser um jovem negro, eu preciso falar sobre isso, de verdade.
Grace: É muito difícil fazer cinema no Brasil, estou falando nesta condição como mulher negra. A gente  que é negro/negra no Brasil, vive dentro, mergulhado numa espécie de tortura simbólica diária, isso na mídia, enfim, nas próprias linguagens artísticas. E o cinema de um modo geral, tem passado por uma espécie de revolução. Que vem acontecendo no Brasil e que vem, através de uma militância que esta ligada a vários movimentos, não um movimento e sim a vários negros e negras em movimento, que produz em redor disso,  uma espécie de farol na nossa sociedade. E eu sou nada mais, nada menos, fruto de uma luta muito grande de militâncias. 
Digão, Grace Passô e produtora Gabriela.
Elenco: Grace Passô (Glória), Joana de Verona (Camila), Alex Brasil (Jonas), Digão Ribeiro (Samuel), Babu Santana (Pastor), Marco Antonio Caponi (Martin).
sessões em São Paulo:
Domingo, 29/10 15:20 Espaço Itaú Frei Caneca 5
Segunda, 30/10 15:30 Cinearte 2

41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.